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Síndrome de Down e Atividades Aquáticas

Dra Sandra Jabur Wegner

Portadores de Síndrome de Down apresentam características patológicas  semelhantes: problemas respiratórios, cardíacos e hipotonia, que é a diminuição do tônus muscular, que conduz a fraqueza muscular e ao acumulo de tecido adiposo.

Em relação à função cognitiva e  aprendizagem motora, a aptidão varia individualmente, podendo se destacar em  línguas, esportes e  música. Como não é possível saber de antemão, o portador da síndrome deve ser estimulado ao máximo.

A socialização deve ser treinada o mais cedo possível, para um maior controle emocional.

Estas crianças tem muita afinidade com a água, pois  sentem maior liberdade de movimento, sem medo de cair. As atividades aquáticas contribuem para um melhor equilíbrio, reorganização corporal e redução de quedas.

Pode-se iniciar as atividades aquáticas desde bebê, aos seis meses, com a autorização do pediatra, o que seria o ideal. A atividade de bebê com mãe é muito interessante pelo aspecto da socialização,  pois terá contato com outras crianças, e  pelo aspecto afetivo, por estar realizando uma atividade junto com a “mamãe” ou papai, titio, vovó, etc… pessoas próximas. Os exercícios realizados contribuem para desenvolver a capacidade cárdio-respiratória tão necessária para esta patologia, o que diminui os episódios gripais que muitas vezes evoluem para pneumonia. A resistência oferecida pela água ajuda a reduzir a hipotonia, fortalecendo a musculatura.
Começar precocemente, aos seis meses, contribuirá em muito para seu desenvolvimento psico-sócio cognitivo-motor através dos exercícios de psicomotricidade, das músicas, dos desafios, da ludicidade, da afetividade, da mãe e do professor, ajudando ao equilíbrio emocional desta criança que é instável. Quando a fraqueza muscular for grande em membros superiores, inferiores ou tronco e houver atraso no desenvolvimento como sentar-se, ficar de pé, andar é recomendado a fisioterapia aquática.

Quanto mais cedo iniciarem atividades aquáticas, mais qualidade de vida eles terão e mais incluídos na vida social serão.

 

Prevenindo quedas

Dra Sandra Jabur Wegner

Pequenas quedas são uma das maiores causas de lesões. Normalmente não damos tanta atenção a este fato, mas um tropeço em casa ou na calçada pode resultar em uma séria lesão.

Conforme os anos passam, nossos reflexos vão diminuindo, afetando nosso equilíbrio e reduzindo nossa capacidade de reação à força da gravidade.

Este é mais um motivo para estarmos ativos fisicamente durante todas as fases da vida.

Existem atividades simples e específicas para ajudar a melhorar o equilíbrio e prevenir quedas.

Na água,  temos a instabilidade com segurança. É um meio instável que gera desequilíbrio espontâneo. Possui a vantagem  de não haver risco de lesões, afinal, se nos desequilibrarmos dentro d’água não cairemos no chão. Assim podemos ousar mais nos exercícios e testar mais intensamente nossos reflexos.

No solo, existe a importância dos exercícios serem praticados em um ambiente próximo do dia a dia. A água previne quedas e nos permite atividades mais ousadas, mas em compensação a ação da gravidade não é a mesma. No solo, podemos simular situações reais, como subir degraus, ou desviar de obstáculos.

Em resumo, a água facilita a nossa vida, nos permite mais movimento, mais liberdade, menos agressão física mas não vivemos dentro de um aquário a água nos desestabiliza o tempo todo temos que trabalhar o CORE que é a musculatura abdominal e lombar o tempo todo.

O solo vai complementar os ganhos na água, vai criar outras estratégias para que nos sintamos mais seguros na nossa vida diária.

A medida que envelhecemos, se torna cada vez mais necessário o trabalho de  força, resistência, equilíbrio e cardiorrespiratório.

O exercita –se em grupo é muito saudável, fazer amizades, falar com os colegas, fazer  novas amizades, mesmo quando a atividade é individualizada como a natação, ou uma série de exercícios idealizado pra você nos intervalos ou no termino podemos conversar.

O importante é sair do sofá, de frente da televisão, sair de casa para fazer uma atividade, encontrar pessoas e cuidar da sua saúde.

 

A importância da fisioterapia aquática no tratamento da encefalopatia da infância

Dra Sandra Jabur Wegner

A encefalopatia da infância mais conhecida como paralisia cerebral é consequência da falta de oxigênio durante a gestação ou o parto, ocasionando lesões na área motora e cognitiva do cérebro, sendo a primeira normalmente a mais grave.

O tratamento através da fisioterapia é de extrema importância para estas crianças, iniciando este no solo e posteriormente, quando estiverem estabilizadas, migrando para a água.

Na água utilizamos técnicas como Halliwick que se assemelha ao Bobath no solo. Os objetivos principais são o controle de cabeça, da respiração, de tronco e normalização do tônus.

Se a criança for hipotônica vamos estimulá-la através das técnicas aquáticas que expandem o tônus. Se for muito rígida, hipertônica, técnicas de relaxamento aquático, focando redução do tônus.

As propriedades físicas da água, como empuxo e a pressão hidrostática, auxiliam e estimulam o movimento, aumentam a sensibilidade superficial em todo o corpo por igual. A água abraça o bebê e a criança, em um envolvimento completo, estimulando a sensibilidade  térmica, tátil, olfativa e gustativa através do soltar bolhas na água.

Os estímulos visuais, sonoros, através do barulho realizado na água, através do movimento da água atuando no labirinto, no cerebelo e no equilíbrio na água temos muitos recursos, ela é facilitadora do movimento.

A piscina deve ser terapêutica, com água aquecida, patamares, escadas, borda prainha e rampada com diferentes profundidades permitindo trabalhar desde bebê até a criança mais velha e adultos: a água deve ser salinizada evitando alergias respiratórias e da pele.

Na água a criança que é cadeirante, portadora de paralisia cerebral, consegue caminhar, subir e descer degraus.

A pressão hidrostática ampara, apóia o corpo da criança aumentando a estabilidade. O empuxo facilita o movimento mas também gera o desequilíbrio, que ajuda na aquisição de reações de equilíbrio tão importantes para o desenvolvimento motor que são transferidas para o solo.

O que é mais importante é dar continuidade deste tratamento aquático até pelo menos os 10 anos de idade para depois seguir para a natação especial com o professor de educação física. A piscina é ambiente facilitador ideal para o desenvolvimento psico afetivo sócio motor destas crianças.

Quando chegam na adolescência após anos de tratamento, estão cansadas de fisioterapia aquática e de solo. Está na hora de fazer um trabalho personalizado no Studio e na água dependendo da gravidade com o fisioterapeuta ou com o professor.

Epicondilite

  Ana Lívia De Meis Passos

Epicondilite é caracterizada inicialmente por um processo inflamatório nos tendões lateral e medial do cotovelo, podendo ocorrer devido a pequenos traumas no seu dia a dia forçando os movimentos, sobrecarregando os tendões.

Em sua maior parte é uma doença relacionada ao trabalho ou práticas repetitivas na sua vida diária, porém o trauma pode ser causado por uma prática esportiva. (tênis ou golfe).

A epicondilite pode ser:

  • Epicondilite lateral- Também chamado de cotovelo do tenista, ocorrendo o processo inflamatório nos tendões laterais, sendo mais comum em mulheres entre 30 a 60 anos de idade, afetando o braço dominante.
  • Epicondilite medial- Também chamado de cotovelo do golfista, ocorrendo o processo inflamatório nos tendões mediais, sendo menos comum afetando a 1% da população em geral.

 

A fisioterapia aquática é importante nestes tratamentos para diminuir o quadro álgico, fortalecimento da musculatura do braço e antebraço, em isometria utilizando o método BAD RAGAZ, sem movimento articular e sim utilizando a força do braço contra o movimento da água, alongamentos e relaxamentos.

 

Joelho Valgo / Joelho Varo

Dra Sandra Jabur Wegner

O joelho é constituído por uma estrutura bastante complexa que permite grande amplitude de movimento. Envolvendo a articulação do joelho existe uma cápsula fibrosa que é formada por três ossos: fêmur côndilos femorais, patela e tíbia. A movimentação entre as extremidades ósseas é facilitada pela existência dos meniscos e discos fibro-cartilaginosos.

O surgimento de alterações na anatomia do joelho

As principais alterações são as que deixam as pernas em formato de X (joelho valgo) e arqueadas (joelho varo).

– Joelho valgo

Nessa alteração, os joelhos ficam mais próximos (forçados “para dentro”) e os pés afastados um do outro (posicionam-se “para fora”). O joelho valgo é duas vezes mais comum entre as mulheres, em virtude do quadril mais largo e da menor quantidade e qualidade de massa muscular. Quando muito acentuada a alteração, podem surgir diversos problemas à saúde, é o caso de tendinites, bursites e artrose, por exemplo.

Normalmente, toda criança já nasce com o joelho valgo, desvio que é corrigido, naturalmente, ao longo do crescimento. Mas o valgo não é corrigido e se torna bastante acentuado pode acabar prejudicando a articulação do joelho, trazendo sobrecarga à região.

– Joelho varo

Essa deformidade promove a projeção dos joelhos para fora da linha média do corpo e é mais rara que o joelho valgo. A aparência das pernas fica como a de alguém montado em um cavalo. Normalmente, a alteração é causada pelo raquitismo ou por malformações congênitas.

A fisioterapia aquática tem como objetivo promover o máximo de independência funcional ao paciente, minimizando as alterações anatômicas fortalecendo a musculatura envolvida para facilitar os movimentos da marcha no solo.

 

PREVENÇÃO DE QUEDAS

Dra Sandra Jabur Wegner

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. O aumento da proporção da população idosa ocorre de forma rápida e abrupta principalmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

As quedas entre idosos merecem destaque e configuram-se problema de saúde pública devido à alta frequência com que ocorrem, a morbidade e mortalidade advindas deste evento, ao elevado custo social e econômico decorrentes das lesões provocadas e por serem eventos passíveis de prevenção. Medidas de prevenção e promoção de saúde são importantes instrumentos para diminuir a ocorrência desses eventos e minimizar as complicações secundárias.

A idade avançada, devido à perda progressiva de equilíbrio, da força muscular, da mobilidade está relacionada à maior predisposição a quedas.

A fisioterapia aquática atua neste quadro baseada na excelente condição que a água desempenha no equilíbrio do idoso. Facilita a marcha pela anulação da força da gravidade, pelo empuxo e a instabilidade causada pelo meio liquido aumenta o equilíbrio. A resistência constante da água durante a realização dos exercícios, variando sua intensidade, dependendo dos deslocamentos, da velocidade do individuo aumentam a resistência muscular.

Alzheimer

Dra Sandra Jabur Wegner

O Alzheimer é classificado como uma doença neurodegenerativa.

A doença é geralmente diagnosticada em pessoas com idade superior a 65 anos, afetando 1% dos idosos.

O diagnóstico da doença de Alzheimer é geralmente baseado na observação comportamental e no histórico clínico da pessoa e de seus familiares.

O sintoma inicial mais comum é a perda de memória. Muitas vezes, os primeiros sintomas da doença são confundidos com os processos normais de envelhecimento ou stress.

À medida que a doença progride, a coordenação motora, a massa muscular e a mobilidade vão progressivamente diminuindo.

A fisioterapia aquática tem papel importante no tratamento desta patologia, tendo em vista que suas complicações a longo prazo afetam diretamente a postura, o equilibro e a marcha. Na água podemos trabalhar a postura tendo em vista a diminuição da ação da gravidade, o fortalecimento muscular, trabalho de equilíbrio, dissociação de cinturas, atingimos estes objetivos através do arrasto e da instabilidade da água. Vale salientar também a importância da atividade aeróbica, que alem de trabalhar o condicionamento cardiovascular, o aumento da concentração, o bom humor através da liberação de endorfinas, retardando o avanço da doença.