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RUPTURA DO TENDÃO CALCÂNEO/ AQUILES

Dra Sandra Jabur Wegner

Uma rotura ou ruptura do tendão de Aquiles ocorre quando o tendão se “rompe ou rasga” levando a separação ou descontinuidade nos tecidos que compõem o tendão.
Uma espécie de “cordão” ou “fita” fibroso que conecta o músculo ao osso chama-se tendão, o de Aquiles/ Calcâneo é o maior e mais forte tendão do corpo.

O diagnostico é feito pelo medico ortopedista com o auxilio de exames complementares.

Dor súbita e severa pode ser sentida na “parte de trás” do tornozelo; edema (inchaço) e rigidez podem ser seguidas por contusões e fraqueza; uma descontinuidade (“gap”) ou depressão (vazio) pode ser sentida e vista no em “pontas de pés” do lado afetado…
Estes são uns dos sinais e sintomas de ruptura do tendão de Aquiles.

Acreditam que a frequência destas lesões tem aumentado nos dias atuais devido a busca de um melhor condicionamento físico e ao aumento da pratica esportiva por indivíduos de meia idade e idosos.

Embora possa ocorrer em qualquer idade, estas lesões são mais frequentes entre a terceira e a quinta décadas de vida, com predominância evidente no sexo masculino.
Normalmente, são mais frequentes, nos chamados atletas de final de semana.

Tratamento conservador, tem bons resultados em pacientes acima de 30 anos de idade, data a necessidade de imobilização absoluta, segundo os ortopedistas entre 6 e 8 semanas.
Após este período iniciamos trabalho de mobilização articular do tornozelo e estruturas adjacentes afim de restaurar a movimentação normal da articulação, liberação miofascial… tudo isso associado ao ambiente aquático, permite um melhor relaxamento através da temperatura da água, redução de carga de peso corporal devido ao empuxo.

A fisioterapia aquática iniciará com exercícios suspensos sem carga corporal, seguindo com o treino de marcha o mais precoce possível sem carga, na parte mais funda, e aos poucos, o paciente começa a caminhar na parte mais rasa, com maior descarga de peso sobre o membro afetado.
Evoluindo para um trabalho de fortalecimento e funcionalidade.

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LABIRINTITE

Dra Sandra Jabur Wegner

A labirintite é uma inflamação que atinge o labirinto e o equilíbrio corporal. No Brasil, não existem dados estatísticos disponíveis sobre o número de pessoas acometidas, mas estima-se ser um problema que afeta parte significativa da população.

O labirinto é uma estrutura que faz parte do ouvido interno, sendo responsável pelo mecanismo do equilíbrio onde ocorre o deslocamento de cristais, causando tonteiras, náuseas e desequilíbrio.

Os primeiros sintomas da labirintite estão relacionados ao equilíbrio, zumbidos nos ouvidos, dor de cabeça, náuseas e até vômitos nas crises mais agudas. “Muitos pacientes procuram médicos, psiquiatras e oftalmologistas, quando, na verdade, possuem transtornos relacionados ao labirinto, e quando isso ocorre a cura é quase 100%.

As mulheres são mais acometidas, mas a doença atinge também crianças e homens, em todas as idades. São mais de 200 tipos de doenças do labirinto e existem mais de duas mil causas possíveis ao avanço da fisioterapia como ciência, as pessoas podem se livrar daquele zumbidinho desagradável no ouvido.

O movimento da água por si só estimula e trabalha o labirinto.

A fisioterapia aquática é indicada fora da crise. Inicialmente com exercícios simples de equilíbrio utilizando a instabilidade da água. Acompanhar com os olhos, os objetos se deslocando na água. Os exercícios vão evoluindo incluindo movimentos rotacionais suaves de cabeça e com atividades mais complexas com objetivo de chegar à estabilidade e à cura total da labirintite.

Síndrome de Down e Atividades Aquáticas

Dra Sandra Jabur Wegner

Portadores de Síndrome de Down apresentam características patológicas  semelhantes: problemas respiratórios, cardíacos e hipotonia, que é a diminuição do tônus muscular, que conduz a fraqueza muscular e ao acumulo de tecido adiposo.

Em relação à função cognitiva e  aprendizagem motora, a aptidão varia individualmente, podendo se destacar em  línguas, esportes e  música. Como não é possível saber de antemão, o portador da síndrome deve ser estimulado ao máximo.

A socialização deve ser treinada o mais cedo possível, para um maior controle emocional.

Estas crianças tem muita afinidade com a água, pois  sentem maior liberdade de movimento, sem medo de cair. As atividades aquáticas contribuem para um melhor equilíbrio, reorganização corporal e redução de quedas.

Pode-se iniciar as atividades aquáticas desde bebê, aos seis meses, com a autorização do pediatra, o que seria o ideal. A atividade de bebê com mãe é muito interessante pelo aspecto da socialização,  pois terá contato com outras crianças, e  pelo aspecto afetivo, por estar realizando uma atividade junto com a “mamãe” ou papai, titio, vovó, etc… pessoas próximas. Os exercícios realizados contribuem para desenvolver a capacidade cárdio-respiratória tão necessária para esta patologia, o que diminui os episódios gripais que muitas vezes evoluem para pneumonia. A resistência oferecida pela água ajuda a reduzir a hipotonia, fortalecendo a musculatura.
Começar precocemente, aos seis meses, contribuirá em muito para seu desenvolvimento psico-sócio cognitivo-motor através dos exercícios de psicomotricidade, das músicas, dos desafios, da ludicidade, da afetividade, da mãe e do professor, ajudando ao equilíbrio emocional desta criança que é instável. Quando a fraqueza muscular for grande em membros superiores, inferiores ou tronco e houver atraso no desenvolvimento como sentar-se, ficar de pé, andar é recomendado a fisioterapia aquática.

Quanto mais cedo iniciarem atividades aquáticas, mais qualidade de vida eles terão e mais incluídos na vida social serão.

 

Prevenindo quedas

Dra Sandra Jabur Wegner

Pequenas quedas são uma das maiores causas de lesões. Normalmente não damos tanta atenção a este fato, mas um tropeço em casa ou na calçada pode resultar em uma séria lesão.

Conforme os anos passam, nossos reflexos vão diminuindo, afetando nosso equilíbrio e reduzindo nossa capacidade de reação à força da gravidade.

Este é mais um motivo para estarmos ativos fisicamente durante todas as fases da vida.

Existem atividades simples e específicas para ajudar a melhorar o equilíbrio e prevenir quedas.

Na água,  temos a instabilidade com segurança. É um meio instável que gera desequilíbrio espontâneo. Possui a vantagem  de não haver risco de lesões, afinal, se nos desequilibrarmos dentro d’água não cairemos no chão. Assim podemos ousar mais nos exercícios e testar mais intensamente nossos reflexos.

No solo, existe a importância dos exercícios serem praticados em um ambiente próximo do dia a dia. A água previne quedas e nos permite atividades mais ousadas, mas em compensação a ação da gravidade não é a mesma. No solo, podemos simular situações reais, como subir degraus, ou desviar de obstáculos.

Em resumo, a água facilita a nossa vida, nos permite mais movimento, mais liberdade, menos agressão física mas não vivemos dentro de um aquário a água nos desestabiliza o tempo todo temos que trabalhar o CORE que é a musculatura abdominal e lombar o tempo todo.

O solo vai complementar os ganhos na água, vai criar outras estratégias para que nos sintamos mais seguros na nossa vida diária.

A medida que envelhecemos, se torna cada vez mais necessário o trabalho de  força, resistência, equilíbrio e cardiorrespiratório.

O exercita –se em grupo é muito saudável, fazer amizades, falar com os colegas, fazer  novas amizades, mesmo quando a atividade é individualizada como a natação, ou uma série de exercícios idealizado pra você nos intervalos ou no termino podemos conversar.

O importante é sair do sofá, de frente da televisão, sair de casa para fazer uma atividade, encontrar pessoas e cuidar da sua saúde.

 

A importância da fisioterapia aquática no tratamento da encefalopatia da infância

Dra Sandra Jabur Wegner

A encefalopatia da infância mais conhecida como paralisia cerebral é consequência da falta de oxigênio durante a gestação ou o parto, ocasionando lesões na área motora e cognitiva do cérebro, sendo a primeira normalmente a mais grave.

O tratamento através da fisioterapia é de extrema importância para estas crianças, iniciando este no solo e posteriormente, quando estiverem estabilizadas, migrando para a água.

Na água utilizamos técnicas como Halliwick que se assemelha ao Bobath no solo. Os objetivos principais são o controle de cabeça, da respiração, de tronco e normalização do tônus.

Se a criança for hipotônica vamos estimulá-la através das técnicas aquáticas que expandem o tônus. Se for muito rígida, hipertônica, técnicas de relaxamento aquático, focando redução do tônus.

As propriedades físicas da água, como empuxo e a pressão hidrostática, auxiliam e estimulam o movimento, aumentam a sensibilidade superficial em todo o corpo por igual. A água abraça o bebê e a criança, em um envolvimento completo, estimulando a sensibilidade  térmica, tátil, olfativa e gustativa através do soltar bolhas na água.

Os estímulos visuais, sonoros, através do barulho realizado na água, através do movimento da água atuando no labirinto, no cerebelo e no equilíbrio na água temos muitos recursos, ela é facilitadora do movimento.

A piscina deve ser terapêutica, com água aquecida, patamares, escadas, borda prainha e rampada com diferentes profundidades permitindo trabalhar desde bebê até a criança mais velha e adultos: a água deve ser salinizada evitando alergias respiratórias e da pele.

Na água a criança que é cadeirante, portadora de paralisia cerebral, consegue caminhar, subir e descer degraus.

A pressão hidrostática ampara, apóia o corpo da criança aumentando a estabilidade. O empuxo facilita o movimento mas também gera o desequilíbrio, que ajuda na aquisição de reações de equilíbrio tão importantes para o desenvolvimento motor que são transferidas para o solo.

O que é mais importante é dar continuidade deste tratamento aquático até pelo menos os 10 anos de idade para depois seguir para a natação especial com o professor de educação física. A piscina é ambiente facilitador ideal para o desenvolvimento psico afetivo sócio motor destas crianças.

Quando chegam na adolescência após anos de tratamento, estão cansadas de fisioterapia aquática e de solo. Está na hora de fazer um trabalho personalizado no Studio e na água dependendo da gravidade com o fisioterapeuta ou com o professor.

Epicondilite

  Ana Lívia De Meis Passos

Epicondilite é caracterizada inicialmente por um processo inflamatório nos tendões lateral e medial do cotovelo, podendo ocorrer devido a pequenos traumas no seu dia a dia forçando os movimentos, sobrecarregando os tendões.

Em sua maior parte é uma doença relacionada ao trabalho ou práticas repetitivas na sua vida diária, porém o trauma pode ser causado por uma prática esportiva. (tênis ou golfe).

A epicondilite pode ser:

  • Epicondilite lateral- Também chamado de cotovelo do tenista, ocorrendo o processo inflamatório nos tendões laterais, sendo mais comum em mulheres entre 30 a 60 anos de idade, afetando o braço dominante.
  • Epicondilite medial- Também chamado de cotovelo do golfista, ocorrendo o processo inflamatório nos tendões mediais, sendo menos comum afetando a 1% da população em geral.

 

A fisioterapia aquática é importante nestes tratamentos para diminuir o quadro álgico, fortalecimento da musculatura do braço e antebraço, em isometria utilizando o método BAD RAGAZ, sem movimento articular e sim utilizando a força do braço contra o movimento da água, alongamentos e relaxamentos.

 

Joelho Valgo / Joelho Varo

Dra Sandra Jabur Wegner

O joelho é constituído por uma estrutura bastante complexa que permite grande amplitude de movimento. Envolvendo a articulação do joelho existe uma cápsula fibrosa que é formada por três ossos: fêmur côndilos femorais, patela e tíbia. A movimentação entre as extremidades ósseas é facilitada pela existência dos meniscos e discos fibro-cartilaginosos.

O surgimento de alterações na anatomia do joelho

As principais alterações são as que deixam as pernas em formato de X (joelho valgo) e arqueadas (joelho varo).

– Joelho valgo

Nessa alteração, os joelhos ficam mais próximos (forçados “para dentro”) e os pés afastados um do outro (posicionam-se “para fora”). O joelho valgo é duas vezes mais comum entre as mulheres, em virtude do quadril mais largo e da menor quantidade e qualidade de massa muscular. Quando muito acentuada a alteração, podem surgir diversos problemas à saúde, é o caso de tendinites, bursites e artrose, por exemplo.

Normalmente, toda criança já nasce com o joelho valgo, desvio que é corrigido, naturalmente, ao longo do crescimento. Mas o valgo não é corrigido e se torna bastante acentuado pode acabar prejudicando a articulação do joelho, trazendo sobrecarga à região.

– Joelho varo

Essa deformidade promove a projeção dos joelhos para fora da linha média do corpo e é mais rara que o joelho valgo. A aparência das pernas fica como a de alguém montado em um cavalo. Normalmente, a alteração é causada pelo raquitismo ou por malformações congênitas.

A fisioterapia aquática tem como objetivo promover o máximo de independência funcional ao paciente, minimizando as alterações anatômicas fortalecendo a musculatura envolvida para facilitar os movimentos da marcha no solo.